Desenho do Pelourinho de Garvão.
Segundo informação do Doutor António Martins Quaresma:
“Num tombo da câmara de Garvão, de 1826, encontra-se uma descrição do pelourinho, que acho interessante.
Envio-lha, com o resto do que escrevia já, para poder comparar com o que tem no quintal.
Na Praça, hoje, Largo D. Afonso III, encontrava-se a casa da Câmara, o poço da Praça e o pelourinho. Este, segundo um tombo de 1826, estava implantado, “quazi no meio da Praça do lado do poço para o poente em huma piramide feita de pedra e cal, lageada com pedras pardas, e tem tres degráos, que diminuem gradualmente, estando no meio do ultimo o pelourinho, que he de pedra mármore redondo com sua simalha quadrada, e em cima desta huma piramide mais delgada e da mesma pedra marmore, que serve de padrão desta villa, e nelle se afixarem os papeis que lhe mandão publicar [...] acharam que em cada lado do dito [primeiro] degráo tem trez varas[1], e que he quadrado”
A memória da população sobre a existência física deste monumento, resumia-se unicamente a algumas pessoas de idade avançada que, em 1974, se lembravam de algumas pedras espalhadas pelo largo e que iam sendo levadas pela população para as mais diversas obras particulares, sem, contudo, precisarem a sua proveniência ou as relacionarem com o monumento em causa.
Segundo essas informações, em 1974, um pedaço de coluna estaria junto às hortas, (neste momento guardada em casa do autor): outra peça estará nas casas (diante da actual casa Paroquial), e, ainda, outra peça terá sido descoberta numas casas da Travessa do Álamo, quando se procedia ao rebaixamento de uma divisão, recentemente adquirida, para servir de garagem.
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