quinta-feira, 28 de maio de 2026

MOEDA IBÉRICA DE MÉRTOLA ENCONTRADA EM GARVÃO

 


MOEDA IBÉRICA DUPÔNDIO EM COBRE

     Entre as várias moedas encontradas em Garvão, a maioria no lugar do Castelo, encontra-se uma moeda ibérica, dupôndio em cobre, cunhada em Mértola por volta dos séculos I/II a.e.c.

     A moeda ilustrada, é uma das várias em circulação na Península Ibérica durante o Império Romano, cunhadas ou fundidas em vários locais da Península.

     Trata-se de um Dupôndio, antiga moeda romana de bronze em circulação durante a República (509 a.e.c a 27 e.c) e o Império romano (27 a 476 da era comum) da cidade de  Mértola.

     Apresenta numa das faces, as letras MURTIL, referente a Mértola e na outra face as letras LADER.

     A ocupação romana na Península Ibérica manteve-se até 409 e as moedas peninsulares romanas começaram a ser cunhadas a partir do ano 218 a.e.c.

     Com a ocupação romana, houve povos que não aceitaram a sua cultura e a sua moeda, tendo sido cunhadas por vários povos a sua moeda própria, surgindo assim a moeda Hispano-romana cunhada na Península Ibérica no tempo da ocupação romana.

     Na Lusitânia, foram diversas as cidades que cunharam moedas no actual território português, sendo elas Baesuris, Balsa, Brutobriga, Cilpes, Dipo, Imperatoria Salacia. Ipses.Ketovim. Ebora. Mvrtili. Ossonoba. Pax Ivlia. Sirpens

     A Lusitânia romana incluía aproximadamente todo o atual território português a sul do rio Douro, mais a Estremadura espanhola e parte da província de Salamanca. Tornou-se uma província romana a partir de 29 a.e.c. até ao fim do vínculo com Roma e entrega aos Alanos em 411.


O LAGAR DE CERA DE GARVÃO

 E A “PEDRA” JUNTO À PORTA DO SR ZÉ CONDUTO





No “Livro do Tombo do Concelho de Garvão”, com a data de 9 de Maio de 1826, consta, no fólio trinta e nove, a menção ao Lagar de Cera, pagando em cada anno no dia de Natal, 100 réis, ao Concelho.
Auto de Vistoria, Medição, Confrontação e
Tombação de hum terreno.
O Terreno do Lagar de cera junto a esta villa, de que he
Ephyteuta Maria de Jesus, paga de fôro pelo Natal - - - 100 (réis)
(…) nelle se achava edificado um hum Lagar de fabricar cêra Amarella, com todos os seus pertences, e hum quintal de semear murado de taipa e pedra, e nelle duas oliveiras, e huma figueira (…)
(…) que parte do Norte com rua, do Nascente com estrada Real, do Sul com curral do Concelho e do Poente com casas do mesmo ephyiteuta (…)
(…) tem de comprimento de Norte a Sul vinte e quatro varas; na
cabeceira do Norte dez; e na do Sul dezanove varas e meia (…)[1]
Tratava-se de hum Lagar de fabricar cêra Amarella, usada na preparação de vernizes, substâncias de limpeza e conservação de móveis. O processo de fabricação envolvia um moroso processo de aquecimento, prensagem e decantação. Na fase de prensagem, numa enorme viga, estava encaixada num parafuso de madeira que estava preso a um enorme peso na ajuda à prensagem.
Junto à porta da loja do Sr. Zé Conduto, loja de roupas e chapelaria nos anos sessenta do século passado, na rua Direita, à esquina da ladeira que dá para a ribeira, estava uma pedra redonda em forma de mó, de grandes dimensões, branca, possivelmente de calcário ou de mármore.
As suas dimensões e o seu formato, aponta para que seja o peso, do lagar de cera.
[1] Em Portugal, antes da introdução do sistema métrico, a vara era uma antiga unidade de medida linear com o valor de aproximadamente 1,10 metros. Era uma unidade base de comprimento, utilizada nomeadamente na construção, que podia subdividir-se em 5 palmos ou 3 côvados.

JORNAL DE GARVÃO Nº 33

 



 Publicou-se mais um Jornal de Garvão.

     Garvão é uma das poucas freguesias a nível nacional que publica um Jornal, seja ele mensal, trimestral ou bianual, inteiramente dedicado à sua história, património e cultura geral.

     O Jornal de Garvão tem procurado divulgar a história desta terra, tentar consciencializar a população para a sua riqueza etno-arqueológica e sensibilizar as pessoas para a necessidade de proteção do seu património como factor de desenvolvimento local.


Jornal de Garvão Nº 32



 

Depósito votivo da II Idade do Ferro de Garvão

 

















Jornal de Garvão Nº 31

 



Jornal de Garvão Nº 30



     Lembrando o 25 de Abril de 1974.

    Em memória dos presos políticos de Garvão pela PIDE.